domingo, julho 31, 2005

Punheta ao Luar, 1º movimento

Majestosamente ecoando através dos poderosos fones de ouvido que eu porto neste exato momento, ela superaria qualquer donzela que tivesse a pretensão de penetrar em minha mente no momento em que as cachoeiras do gozo divino vertiam como o leite e o mel da terra prometida.
Sabemos bem que a imaginação não é meu forte. Neste plano, nenhuma mulher é capaz de me dar prazer. Através de um dos meus 7 sentidos (soube do oitavo recentemente, Arayashiki, mas ainda prefiro ater-me aos 7 tradicionais), sim, é plenamente possível e inclusive desejável. Mas onde nenhum deles é capaz de se manifestar, onde a imaginação é minha única possível arma, olho para Ele, Ele olha pra mim, faz uma cara semelhante ao emote ”=S“ e nada acontece. Nem uma ereção, na maior parte das vezes.
Mas ela veio pra resolver isso. Deleitei-me, regozijei-me, deliciei-me, satisfiz-me. E através dos poderosos Philips SBC-HP250, proporcionou-me o gozo divino.
Ela, A Sonata ao Luar, fez-me gozar, sozinha. Em nada pensei, de nada lembrei, nada vi e de nada sei. Mas ela, a majestosa e impiedosa sonata, sabe e fez. E há de fazer de novo.

sábado, julho 30, 2005

Se voce é chata, a culpa nao é minha

Tem meninas com o dom de brigar com você porque você não quer sair com elas. Eu não sei se fico emputecido ou se racho o bico. Geralmente é um misto dos dois.
Quer dizer que se eu não estou afim de sair com você a culpa é minha? Se você não me dá vontade de ter sua companhia, porque você é chata, boba, burra, feia ou alguma outra combinação de pares ou trincas dessas possibilidades, ou por qualquer que seja o maldito motivo... Se eu não quero sair com você, e você realmente quiser sair comigo, descubra porque eu não quero. E resolva. Não faz muito sentido você esperar que brigando comigo eu chegarei brilhantemente através de uma luz divina a conclusão “nossa, é verdade! Você está certa, eu gosto de sair com você!” absolutamente do nada, apesar de ambos sabermos que eu não gosto e não tenho vontade, otherwise eu estaria saindo com você com mais freqüência, não? Porque tempo e infinito. O obstáculo nunca é o tempo, são as prioridades. Enfim, Sei lá. Mas não vem encher a minha paciência porque a sua companhia não me é agradável, cazzo.

(o título é extremamente lame, mas eu nao tenho saco pra ficar pensando nisso e eu precisava de alguma forma dar um título pra ajudar na orientação na barra a sua direita)

sexta-feira, julho 15, 2005

O Mistério do Clitóris Fantasma (Editado)

Fosse a sociedade machista exatamente o inverso moral do que é (um machismo às avessas), o grande tabu sexual não seria “onde está e o que é o clitóris” e sim “porque é tão difícil colocar um pinto em uma vagina”? (calma, eu já explico).

A dificuldade monstruosa que constitui a busca pelo clitóris encantado é fruto, na minha humilde opinião (é obvio que quando eu falo é a minha opinião que esta sendo expressa, mas por algum bizarro motivo a maioria das pessoas tem plena certeza de que quem não explicita o “eu acho” esta sendo metida a dona da verdade...), do desenfreado e impiedoso machismo do qual somos vítimas. O que é o ato sexual? A mina me olha com cara de safada. A ereção ocorre. Ela dificulta o trabalho de tirar a roupa enquanto nos beijamos pra que ela possa curtir às preliminares – o tirar a roupa se agarrando. Eu meto. Eu gozo. Eu durmo. O eu é homem.

Isso é um sexo. Gira em torno da ereção masculina e da ejaculação masculina. Qual a conseqüência disso? Além de uma certa falta de capacidade crônica das mulheres em baterem uma para os caras (por que homem é tão imbecil que é capaz de gozar nas situações mais adversas mesmo com as parceiras mais inábeis, que portanto não desenvolvem suas habilidades), o mistério do clitóris fantasma. Porque é impossível encontrar o clitóris? Porque você não esta nem preocupado com o prazer feminino, não excitou o clitóris (conseqüentemente ele esta pequenininho – um pau mole) e esta com tesão demais pra pensar direito, afinal, o sexo é seu.

Eu poderia dizer que isso é culpa dos caras idiotas, imbecis e machistas. Mas as fêmeas tem um papel fundamental nessa relação. Boa parte das mulheres encara de alguma forma, em diferentes níveis, o sexo como um “presente” pra o cara. Você transa com ele não porque esta morrendo de tesão, mas porque ele é um cara bacana, um amor de pessoa, ele te trata muito bem e ele já esta com você a algumas semanas, ou meses. E o sexo é uma descarga sexual. Pra te dar prazer não precisa ser com ninguém especial. A diferença é o peso na consciência que vem depois...Enfim, é por isso rola a pressão masculina “poxa marininha, agente já tá junto faz uns 3 meses, não vai liberar não? A joana já libero pro pedro!” ... “ aquela joana é uma vagabunda, eles estão juntos 1 semana e ela já deu!”. Eu não estou recriminando isso. De fato não penso assim e tento me divertir com isso, mas de forma alguma julgaria como errado (nem certo). A única questão é que por conseqüência desse comportamento, o sexo é pra mulher um instrumento de manutenção da relação, um instrumento de conquista e um presente, algo que você cede quando não agüenta mais ou que você dá quando ele merece. E o pior é que se você der rápido o mesmo cara que ficou te pressionando pra dar logo vai te chamar de vagabunda, porque faz parte do jogo, ele espera ter que fazer pressão, se não é fácil demais. É por causa dessa relação que o homem come e a mulher dá. Porque na maior parte das vezes, o sexo é a busca da realização masculina, tendo a mulher como instrumento, negligenciado em termos de prazer próprio (afinal, é um instrumento). Porque a mulher se deixa fazer de instrumento e porque ela ou quer, ou não percebe que poderia ser de outra forma. Porque aquela que conscientemente se personifica, deixa de ser instrumento, é a infame vagabunda. Embora muitas vezes essa vagabunda não seja uma revolucionaria e sim só mais uma que usa o sexo como instrumento de conquista, de conseguir atenção, de ser diferente ou de pentelhar as outras...

E é justamente por causa dessa negligencia que o clitóris não pode ser encontrado facilmente. Não por falta de experiência, mas por falta de importância, de atenção. E também por culpa do péssimo planejamento arquitetônico de deus, que conseguiu ser lesado o suficiente pra colocar o negocio do lado de fora do buraco. É como se eu fizesse sexo com o pinto, mas meu prazer estivesse no umbigo. Vai, pra não sacanear, é como se entre a bola direita e a esquerda existisse o órgão de prazer máximo do homem. Mas o pinto é que serve pra meter. Ia dar muito mais trabalho pra fazer bebes, então Ele só sacaneou as mulheres... Usei como exemplo o “porque é tão difícil colocar um pinto em uma vagina” no inicio do texto porque se o prazer masculino fosse negligenciado como é o feminino, o sexo giraria em torno do prazer clitoriano, e na hora da penetração o cara não estaria excitado o suficiente, chegando ao clímax pau-mole x buceta molhada + clitóris excitado.

É claro que eu estou exagerando. As coisas estão melhorando com o tempo e é justamente por isso que existe o fantasma do clitóris. Vivêssemos a algumas décadas atrás, isso nem seria um problema. Afinal de contas, era correto utilizar a mulher como instrumento para alcançar o prazer masculino (ainda é) e as mulheres viviam na “ética das virgens” (isso até as primeiras cortesãs do pós-revolução industrial – as primeiras mulheres independentes da Europa “civilizada” desde antes do medievalismo. As primeiras pré-feministas provavelmente). Por isso nem era um problema, ninguém nem questionava ou colocava que poderia ser “errado”. Mas hoje é diferente. Hoje, passamos por uma fase de transição. A fase do “moralismo é errado”.

quarta-feira, julho 06, 2005

Voltei pra por ordem na casa

Fikei um tempo fora assistindo a saga de hades (athena exxxxxxcrameition!Righteninnnn PRASMA!), tomando coros homéricos no warcraft e vendo filmes... recebo uma ligação da Estranha "voce tá acompanhando a putaria que tá rolando no seu blog?" (tá eu colokei entre aspas mas nao foi assim que ela disse.. foi algo parecido ...) voltei li tudo e respondi, esta GIGANTESCO e quero só ver quem vai ter saco pra ler inteiro. eu nao teria. Alias, eu nao li . Eu escrevi e nao re-li e nao revisei. O legal é que ele já tem uma introdução. Entao esta é uma pre-introducao. Aí vai.
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É por isso que eu creio no todo poderoso como um ser bondoso e justo. Bem quando me falta inspiração, o vulgo mais uma vez (movido é claro pela graça divina) me fornece base para um material literário da mais altíssima qualidade! =P
Esse é pra quem tem paciência. Esta sério, pouco engraçado e não me preocupei absolutamente com a qualidade literária. Sou eu falando. Com ironias, com sarcasmos, que seja. Mas sou eu. Não um “eu-lírico”.



1.
aff, vc se diz tão preocupado q gostem de suas qualidades mas elas são apenas fruto da sua cosmética impecável. pare de se maquiar e vai aprender sobre emoções, METROMACHISTA.
- sim, eu me digo. Minha cosmética não é impecável, mas obrigado pelo elogio. Eu posso me maquiar e aprender sobre emoções, consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo, mas obrigado pelo conselho. Eu entendo que é realmente inteligente montar um trocadilho com metrossexual e machista, e concordo com o metrussexual. Mas eu vou te explicar um negocio. Machismo é diferente de grosseria, insensibilidade e brutalidade. Eu fui muito seco e insensível, longe de ser machista. Se você quiser me explicar porque eu sou machista, fique a vontade, mas até agora as acusações não tem base alguma =/

2.
1o., seu ignorante: o seu texto forçosamente ridículo, com traços esprimidos do eruditismo e explícito machismo barato, não está no papel, está na internet. sua falta de escrúpulos não merecia nem a minha iniciativa de escrever esse comentário, porém, a questão se tornou estranhamente incomodativa...
- parabéns pelo uso inteligentíssimo do forçosamente, mesmo que ele esteja forçosamente fora de lugar. Desculpa a ignorância mas quais seriam os traços “esprimidos” de eruditismo? E qual o tão explicito machismo barato? Até agora não encontrei embora seja o segundo ilustre visitante a apontar tal traço em meus textos... 2o., se é ficção, escreva (agora no sentido literal) no papel essa diarréia mental, essa "estória" e limpe a bunda com ele pq esse lixo é digno única e exclusivamente do seu requisitado ânus, por onde sai o seu cocô, que tem QI maior que o seu.
- ... hum.. bom, como não há argumentos não há o que contra argumentar.. teria sido uma boa piada a muitos anos atrás mas agora a analogia já está muito velha...ps.: não adianta nem pensar em colocar seu orgulho pra fora e escrever uma resposta, pq, aliás jamais colocarei meu mouse nesse blogger fétido novamente.
- não escrevo pra você, não dou a mínima ... escrevo pra quem leu sua “verborréia” (já que estamos brincando de clichês) e espera ansiosamente por uma resposta....

3.
Olha... eu acho... q vc eh bixa.. pq homem q eh contra machismo.. soh pode ser bicha... e c fala mal d mulher.. eh pq jah soreu mto por uma... q t chutoh.. agora tah chuitando tdas.. achando q tah dando o troco.. p mim.. isso tem um nome... bichisse...vc eh extremamente gay.. cara!!PS: eu soh outra anônima...mas c precisar..eu mostro qm eu soh!
- Hum, obrigado por dividir sua opinião comigo, realmente todo homem contra machismo só pode ser bicha. É de uma obviedade notória. Quanto ao palpite.. bom, não faz muita diferença mas se você mencionou.. eu nunca tomei um “chute” de nenhuma mulher porque quem merece meu amor e carinho é a pessoa mais feliz do mundo... não porque eu sou bom ou mau, só porque como eu já disse, me dá muito prazer ver quem eu amo feliz, por isso quem eu amo não deixa de me amar... ahahahhahahaha desculpa eu estava tentando ser sério aqui mas o “isso tem nome” não me permitiu continuar com o pedantismo sarcástico forçado.. ahhahahahahahahahahahah ... poxa eu que na minha ignorância achei que o nome do que você descreveu (que eu já disse não ser o caso) era recalque, ou vingança.. enfim...
PS: eu percebo claramente que você é outra anônima porque a primeira sabia escrever pelo menos... você é lamentável ahahha pelo menos me faz rir mas não tem graça contra argumentar.. até que é uma boa pra quebrar o gelo... se você quiser se mostrar, mostre-se, mas não precisa não, não faz diferença ... além do mais porque escrevendo tão mal assim eu já sei quem é...


4.
E estranha.. relaxa baby, não bate em ninguém não e nem espanta, se elas mostrarem quem são elas nunca mais tem coragem de aparecer e somem.... e poxa, voce conhece o ditado.... não existe bad publicity .....sendo eu um escritor que precisa de publico, agradeço a todas as visitas! Principalmente àquelas que me dão inspiração...

5.
Momento discurso livre
Eu admito que fui muito insensível em publicar este texto. Mas não peço desculpas, primeiro porque não revelei nome algum e depois porque mesmo que revelasse, não me arrependeria do que fiz, é o karma da vida. Talvez eu perca pretendentes, talvez eu ganhe, seja como for, eu mesmo colherei os frutos do que plantei e se meu comportamento começar a ser prejudicial eu paro, pelo meu próprio bem. E isso não é uma defesa moral. Eu não estou certo em fazer isso, nem errado. Estou explicando porque fiz. Fiz porque eu precisava botar pra fora. Porque me traumatizei, porque a experiência foi péssima. Eu queria dividir minha experiência com meus amigos que não conheciam a dita cuja. Postei no blog. Me arrependi. Tirei do ar e só enviei a quem me pediu e não tinha nenhum contato com a dita cuja. Mas uma noite tive o prazer de conversar com a irmã da dita cuja, que se revelou uma pessoa inteligente, interessante, simpática e do caralho. Ela (ao contrario da irmã – a dita cuja) leu vorazmente o que eu escrevi, sem parar. Isso no meio da madrugada em um dia de semana. Me pediu o texto. Não pude negar, mesmo porque é muito raro alguém que não me ache fisicamente atraente ler meus textos, e ela era uma destas pessoas. Provavelmente ela não percebeu que se tratava de sua irmã logo de cara, talvez tenha percebido, enfim. Nesse momento eu sabia das conseqüências, que não me importaram pela minha insensibilidade e pela minha falta de escrúpulos. Não sou insensível com quem amo, sou alias muito sensível. Mas não sendo este o caso, não tive nenhum remorso, mesmo porque como eu já disse a dita cuja sabia muito bem onde se metia, sabia muito bem de minhas frescuras e sabia muito bem o preço a se pagar por ficar ao lado de uma pessoa que a trataria como a maior das maiores rainhas do mundo. Ela desencanou totalmente e prosseguiu como se fosse um cara qualquer. Eu fiquei magoado porque começava a ter sentimentos por ela. Fiquei também traumatizado e horrorizado. Enfim. Foi por isso.
Agora eu lhes conto dois jeitos de evitar que isso lhes ocorra, já que tenho certeza absoluta da relação entre a dita cuja e as anônimas. Se tiverem medo de mim, não façam amor comigo. Isso não é um texto, sou eu falando sério. Se você fizer, venha preparada, não faça de qualquer jeito, não seja suja, não seja mal-cuidada nem desajeitada demais, a não ser que compense de outra forma. Se você me quer e tem medo de entrar nessas categorias, converse comigo ou então desencane. Porque a experiência vai ser traumática pra mim, eu vou ficar magoado (porque não transaria nunca com alguém por quem não tenho sentimento algum) e de alguma forma minhas magoas recairão sobre você. Se você não se importar, prossiga.

6.PS –
Tenho curiosidade de conhecer a primeira anônima. Você escreve bem.. foi indiscriminadamente agressiva (o que revela obvia falta de argumentos..) não apresentou base argumentativa pra maioria de suas criticas e foi meio sem graça, mas que seja. Fiquei curioso. Quanto a segunda, eu imagino quem você é pelo “estilo” (péssima escrita), mas não faço nenhuma questão de confirmação ou do que quer que seja. Se quiser continuar me visitando, fico grato. Se não, eu entenderei. Comente, seja bem vinda, porque você é engraçada (não intencionalmente e nem da maneira como você gostaria, mas isso não importa...) e porque você é um numero.
Eu mudei de opiniões, de estado de espírito e de humor escrevendo este texto longuíssimo mas gostei de ser tão verdadeiro assim.. ou quase, não sei em que momentos o eu-lirico tomou conta e em que momento o Rodrigo falou. Seja como for. Obrigado pra quem chegou até aqui, espero que tenha sido um prazer. Pra quem não chegou.. continue vendo minhas fotos porque é rápido e fácil... (isso NÃO É um juízo de valores, eu estou falando sério e não estou sendo sarcástico ou irônico.. não sou da turma intelecuais sim e superficiais não... cultuo o intelectual e o que é relativo a aparência quase com a mesma intensidade, embora ainda não saiba qual vem primeiro.

sexta-feira, julho 01, 2005

Querido Diário – Parte III

Dizia que não era machista, que não era moralista e que não sabia nem fazia o que quer que seja que fossem issos. Embora fosse assumidamente interessada no produto, demonstrava convicta passividade perante a oportunidade de comprá-lo. Não que considerasse o ataque feminino um ato repreensível, de forma alguma, somente não o praticava e queria distancia de quem o fizesse pois, é claro, tomava cuidado com suas amizades.
Perguntou-lhe:
- E você e o Rodrigo ein?
- Tô esperando ainda....

Passei um mês esquentando ela emocionalmente, com aquele papinho meloso de praxe que machistinha gosta de ouvir. Devidamente lubrificada com o psico-KY, comecei a mostrar pra ela ,“todos os homens são iguais”, que sim, todos eram, mas eu era menos igual e mais diferente. Emocionalmente e psicologicamente preparada, até uma zebra com síndrome de down conseguiria dar um fatality na coitadinha. Meu sadismo moral não me permitiria dar o primeiro passo mesmo que meu pau estivesse pulando através do zíper da calça pra dar uma surra na cara dela. Fiz tudo que podia fazer sem consumar um ato concreto (pra moralistas, são só esses atos concretos que contam. Só a cabecinha não vale), deixei-a mais molhada que o túnel da Rebouças em dia de enchente mas não beijei não beijei não beijei (paguei com o azulado de minhas bolas posteriormente, mas valeu a pena). Ela, obviamente, não daria o primeiro passo. Isso começou a, além de me irritar, me divertir.
Veio em casa semana seguinte e eu, apesar de não ter planejado nada, não pretendia resistir, mas se pudesse não daria o primeiro passo. Acabou rolando, nem sei bem quem deu o dito cujo porque já estávamos envoltos sob o fino e tênue véu rosa do tesão. Enfim, não importa. O que importa, pra mim pelo menos, é que ela ignorava a existência dos pelos em seu buço, negligenciou a depilação na região que circunda os mamilos e comete o pecado capital numero 1 no meu livro de regras : apresentava não tão humildes pelinhos pubianos saltando ferozmente de sua calcinha sexy como a de minha avó (antes ainda dela ser tirada). Para leitoras atentas, não preciso comentar a gravidade desse pecado. Para leitoras negligentes, pênis em vossos ânus. O mesmo, sem lavar antes de trocar. Detalhe : ela sabia muito bem da minha aversãozinha. Continuando: não tomava muitos cuidados com higiene, pintava mal e porcamente suas unhas hediondamente cumpridas (que metaleiros acham bonitas – quanto maior melhor, a ética do Zé do Caixão equiavalente a do Rex Crinitus que eu já mencionei na questão dos cabelos longos em algum lugar por aí) e utilizava roupas que ignoravam sua sexualidade. Conseguia usar um decote que não dava vontade de olhar.
Mas tudo isso seria tolerável, seria até ... ignorável talvez. Mas quando nos beijamos ficou claro que sua delicadeza, sutileza e habilidade sexuais eram somente equiparáveis a um hipopótamo caolho e manco atravessando a paulista em dia de passeata. O beijo pra ela era socar a língua dentro da minha boca. Preliminares pra ela eram beijo e ponto. Segurou o pequeno Wilbur como se estivesse arrancando um cogumelo do jardim da vovó, e não queria mais soltar. Resumidamente, uma experiência traumatizante.
Admito que penetrei-vos sem lubrificação alguma, mas agora passarei hipogloss delicadamente no traseiro de vocês (não tão delicadamente assim, talvez).
Creio que tudo isso que ocorreu é devido a aspectos moralistas e machistas de sua criação e personalidade que acabaram por acobertar sua sexualidade ‘voluntária’ (porque sexo com cara maxista – quase todos – é pinto pra fora, pinto pra dentro, gozada, pinto pra fora, vira pro lado e “um abraço”). O que eu quero dizer é que por passar a vida esperando e se relacionando com caras machistas, ela se acostumou a esse universo no qual não faz muita diferença se ela tem pelos ou não, buraco é buraco. Não faz diferença se ela goza ou não, desde que abra as pernas e deixe. Desde que ela “dê”. Não faz alguma diferença o aspecto de suas unhas ou sua postura, e o poder que tudo isso tem pra transformar um decote em uma exposição de pele tão sensual quanto metade de um dedo do pé (foot-fetishistas não contam). E por quê? Porque homem que é homem não nega fogo. Quando ela quiser, ela dá um sinalzinho e nego vem. Se ele vier, não dará a mínima pra esses detalhes. Quem dá? Aberrações da sociedade (muá, por exemplo). Ela não é uma aberração moral e social, portanto não coexiste com “a minha pessoa” (tanta gente tem pessoas hoje em dia. Eu ainda não comprei uma, acho que vou consultar preços na sony).
O pior é que, por incrível que pareça, ela não é feia, até que é gostosinha e é um amor. Mas aberrações que somos (quem conhece essa ein? Ahahaha) não poderíamos nos importar com superficialidades fúteis e frívolas como essas.