Da estupidez humana (ou: da minha estupidez)
Primeiro ponto que eu preciso destacar antes de começar: eu chego morto de cansaço em casa, com roupas me incomodando, cheirando a cigarro, com vontade de mijar, com fome e com sono. Qual a primeira coisa que eu faço?
O racional-instinto-naturalista provavelmente ira argumentar que eu mijarei, comerei e dormirei, respectivamente, porque são necessidades de ordem básica e blá. Meninas provavelmente saberão quanto uma roupa pode incomodar, e dirão que eu tiro a roupa em primeiro lugar. Um leitor mais atento se lembrará de quão fresca é a minha pessoa (sim, eu tenho uma pessoa só minha) e afirmará veementemente que eu vou imediatamente tomar banho.
Todos estão errados. Todos, porque não levaram em consideração algo muito importante: o título desta porra. Eu sou estúpido. Então a primeira coisa que eu faço é entrar no MSN e começar a digitar incessantemente. Aí eu vou tirando a roupa enquanto digito, sentado na minha cadeira com braços de madeira longos e incômodos, ouvindo musica com um fone de ouvido daqueles bem grandes e volumosos estilo DJ ou sei lá o que. Esse argumento é só pra que não restem duvidas sobre minha imbecilidade.
Começando de fato a escrever sobre o motivo que me faz despertar da hibernação literária... Há algo que é estúpido de fato que eu faço e não entendo. Eu não costumo cometer recorrentemente a mesma cagada, e portanto este constitui uma exceção tão interessante quanto revoltante (pra mim) e deleitante (pra alguns de vocês. Talvez mas de alguns). Esta coisa é o que eu chamo de “balada”. Deixo claro que pra mim balada é a designação geral pra todo o tipo de migração pendular casa->lugar lotado, longe e cheio de desconhecidos // lugar lotado, longe e cheio de desconhecido ->casa. Com a recorrência sucessiva de cagadas, eu passei a associar a palavra balada a qualquer tipo de atividade em horário desagradável, em ambiente desagradável e com companhias desagradáveis (o que, sob certos aspectos me permite chamar o cursinho, faculdade e colégio de balada... mas acordar cedo pra mim não é tão chato quanto estar no meio da madrugada em um lugar longe de casa, fedido, fétido e fodido. Meu deus, como eu demoro pra falar o que vou falar. Acho que essa é a arte de escrever um livro. Você tem algo que pode falar em um parágrafo, ou talvez uma página se for muito complexo, mas você dá um jeito de enrolar até a centésima página. Mas como eu sou muito inexperiente ainda, só tomarei mais algumas linhas e alguns bytes de seu precioso temp.
Mas enfim, o que me deixa puto é o fato de que eu vou pra balada. Isso é um absurdo. Porque eu vou, eu fico de saco cheio, eu só quero voltar pra casa e relaxar, eu não me divirto, eu não beijo ninguém, eu nem quero, o cheiro é ruim, é longe, os assuntos são idiotas, e as pessoas também. Você pode argumentar que depende do lugar. Mas eu não conheço lugares em que uma porcentagem superior a 40% não seja idiota (por exemplo sua casa. Com certeza você não é idiota, e um dos seus pais, ou seu irmão também não. Os outros, todos são idiotas, a faxineira que não limpa direito, a empregada que troca tudo de lugar, seu irmão pentelho, sua irmã chata, sua mãe possessiva ou seu pai ausente. No máximo um deles alem de você não é idiota). Mas isso não é o problema central. O problema é que eu VOLTO pra balada, já sabendo que eu não gosto.
Eu sempre chego em casa com a vontade de nunca mais sair de casa e assumir minha verdadeira identidade nerdérrima de caseirão total. Eu só quero ficar em casa, relaxar, ver filmes, dormir abraçadinho, ler, trepar, fazer alguns esportes e aulas fora de casa, no máximo ir no cinema ou livraria (não, eu odeio exposições) mas enfim, fora isso, eu quero é ficar em casa, nem que seja pra perder tempo no MSN. Mesmo assim, eu volto. Eu vou de novo pra balada e passo pela mesma crise existencial de jovem nerd de novo. And history repeats itself e ate hoje eu não me lembro de ter gostado de nenhuma balada. Até algumas pouquíssimas foram razoavelmente legais, mas até hoje nunca aconteceu de superar um belo programa caseiro com os amigos conversando, um sexo selvagem-carinhoso, um jantarzinho aconchegante, um filme, dormir abraçadinho (com ou sem sexo) ou mesmo um esquema autista de ver filmes do buñuel, david lynch ou cronenberg sozinho. Eu ainda me pergunto como alguma mulher em sã consciência pode gostar de mim sabendo dessas coisas, mas enfim. Tem louca pra tudo. Ou não.
Sei lá.
O racional-instinto-naturalista provavelmente ira argumentar que eu mijarei, comerei e dormirei, respectivamente, porque são necessidades de ordem básica e blá. Meninas provavelmente saberão quanto uma roupa pode incomodar, e dirão que eu tiro a roupa em primeiro lugar. Um leitor mais atento se lembrará de quão fresca é a minha pessoa (sim, eu tenho uma pessoa só minha) e afirmará veementemente que eu vou imediatamente tomar banho.
Todos estão errados. Todos, porque não levaram em consideração algo muito importante: o título desta porra. Eu sou estúpido. Então a primeira coisa que eu faço é entrar no MSN e começar a digitar incessantemente. Aí eu vou tirando a roupa enquanto digito, sentado na minha cadeira com braços de madeira longos e incômodos, ouvindo musica com um fone de ouvido daqueles bem grandes e volumosos estilo DJ ou sei lá o que. Esse argumento é só pra que não restem duvidas sobre minha imbecilidade.
Começando de fato a escrever sobre o motivo que me faz despertar da hibernação literária... Há algo que é estúpido de fato que eu faço e não entendo. Eu não costumo cometer recorrentemente a mesma cagada, e portanto este constitui uma exceção tão interessante quanto revoltante (pra mim) e deleitante (pra alguns de vocês. Talvez mas de alguns). Esta coisa é o que eu chamo de “balada”. Deixo claro que pra mim balada é a designação geral pra todo o tipo de migração pendular casa->lugar lotado, longe e cheio de desconhecidos // lugar lotado, longe e cheio de desconhecido ->casa. Com a recorrência sucessiva de cagadas, eu passei a associar a palavra balada a qualquer tipo de atividade em horário desagradável, em ambiente desagradável e com companhias desagradáveis (o que, sob certos aspectos me permite chamar o cursinho, faculdade e colégio de balada... mas acordar cedo pra mim não é tão chato quanto estar no meio da madrugada em um lugar longe de casa, fedido, fétido e fodido. Meu deus, como eu demoro pra falar o que vou falar. Acho que essa é a arte de escrever um livro. Você tem algo que pode falar em um parágrafo, ou talvez uma página se for muito complexo, mas você dá um jeito de enrolar até a centésima página. Mas como eu sou muito inexperiente ainda, só tomarei mais algumas linhas e alguns bytes de seu precioso temp.
Mas enfim, o que me deixa puto é o fato de que eu vou pra balada. Isso é um absurdo. Porque eu vou, eu fico de saco cheio, eu só quero voltar pra casa e relaxar, eu não me divirto, eu não beijo ninguém, eu nem quero, o cheiro é ruim, é longe, os assuntos são idiotas, e as pessoas também. Você pode argumentar que depende do lugar. Mas eu não conheço lugares em que uma porcentagem superior a 40% não seja idiota (por exemplo sua casa. Com certeza você não é idiota, e um dos seus pais, ou seu irmão também não. Os outros, todos são idiotas, a faxineira que não limpa direito, a empregada que troca tudo de lugar, seu irmão pentelho, sua irmã chata, sua mãe possessiva ou seu pai ausente. No máximo um deles alem de você não é idiota). Mas isso não é o problema central. O problema é que eu VOLTO pra balada, já sabendo que eu não gosto.
Eu sempre chego em casa com a vontade de nunca mais sair de casa e assumir minha verdadeira identidade nerdérrima de caseirão total. Eu só quero ficar em casa, relaxar, ver filmes, dormir abraçadinho, ler, trepar, fazer alguns esportes e aulas fora de casa, no máximo ir no cinema ou livraria (não, eu odeio exposições) mas enfim, fora isso, eu quero é ficar em casa, nem que seja pra perder tempo no MSN. Mesmo assim, eu volto. Eu vou de novo pra balada e passo pela mesma crise existencial de jovem nerd de novo. And history repeats itself e ate hoje eu não me lembro de ter gostado de nenhuma balada. Até algumas pouquíssimas foram razoavelmente legais, mas até hoje nunca aconteceu de superar um belo programa caseiro com os amigos conversando, um sexo selvagem-carinhoso, um jantarzinho aconchegante, um filme, dormir abraçadinho (com ou sem sexo) ou mesmo um esquema autista de ver filmes do buñuel, david lynch ou cronenberg sozinho. Eu ainda me pergunto como alguma mulher em sã consciência pode gostar de mim sabendo dessas coisas, mas enfim. Tem louca pra tudo. Ou não.
Sei lá.

3 Comments:
Ai Rô, eu sou que nem vc, ODEIO balada...
Já cheguei a chorar em uma, pq tava muito ruim!
Odeio sair fedendo dos lugares, odeio as músicas que tocam, odeio beijar por beijar, odeio conhecer gente que só fala disso...
Mas ainda assim, de vez em qdo vou =/ ...geralmente pra beber entre amigos. Isso eu gosto, amo!
Mas nada como ficar em casa, rolando em cima da cama, fazendo guerra de travesseiro, comendo doces, vendo filme...
Sou mto mais esses programas nerds tb!
Tenho dúvidas da minha sanidade...será que é por isso que gosto de vc?
=P
Eu odeio a net, mas uso...
vai entender!
percebe-se realmente, q vc naum é baladeiro, e o q eu posso dizer é...
finalmente, descobri q existem caras q naum gostam de baladas... tava demorando rsrs
bjjsss
Olá!parei aqui por acaso e fiquei lendo seu blog.
Queria comentar, mas depois.
Até.
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