quarta-feira, março 30, 2005

Desentupimento Automático do Encanamento Enferrujado

Eu to tao sozinho que nao brinco com ninguem nunca.. como eu te disse, prefiro nao fazer ou fazer sozinho do que fazer por fazer, com qualquer uma. mas eu tambem nao vejo graça nenhuma em brincar sozinho. Mas tendo idade de leao no cio, precisaria teoricamente brincar pra caralho. Seja como for, no final das contas a unica coisa que me acontece é acordar molhado de quando em vez...
No final das contas.. é só desentupimento de cano (automático)

Querido Diário - Parte 1

Acordei, não muito tarde porque me dá olheiras. Sem dormir demais pra não perder tempo, nem de menos pra não acordar desacordado. De pau duro pra variar, não por culpa minha. Levantei, mijei sentado, e comecei o ritual estético que incluía banho, fazer a barba, passar meus cremes e tudo mais. Café da manha energético, duas horas esperando pra não dar indigestão e o caralho, e então dirigi-me à academia para modelar meus músculos, me sentir melhor comigo mesmo e atrair mais menininhas.
Depois de outro banho, desperdicei umas horas no MSN, orkut, fotolog e etc., e a noite foi se aproximando, hora de combinar com alguma mocinha alguma coisa pra fazer. Chamei uma “ruivinha” daquelas metaleiras que não perdem muito tempo desenvolvendo um estilo próprio: cabelos tingidos de vermelho forte, roupas pretas, unhas pretas, branquela de pancake impregnado na alma e que criticava tudo que era pop e as novas fãs de Nightwish que também curtiam Evanescence.
Fui buscar ela no metro, de carro, bem material que eu preso imensamente embora critique os boyzinhos que também o façam. Foda-se. Trouxe pra casa, e a primeira coisa obvia que fiz foi dar aquele banhinho na moça. Ou melhor “tomamos banho juntos” porque eu não combina com meu estilo fofo e meigo chegar pra coitada e dizer:
- Escuta aqui fofa. Você andou bastante, tua garota suadinha não brinca com meu garoto até que ela seja muito bem lavada naquele chuveiro ali, ó.
Então discretamente nos encaminhei até o banho como um bom cavalheiro, mesmo porque honestidade é um conforto de filha da puta. Seria ótimo pra minha consciência agir de forma verdadeira e honesta com ela, mas eu me martirizei escondendo algo dela pelo bem dela e punindo minha consciência, o que me torna um mártir e uma pessoa justa porque escondi a verdade. Ou o contrário, tanto faz.
Depois de amolecer minhas cutículas na banheira, ela fez minhas unhas (o que nos tomou muito tempo porque sou muito perfeccionista ) e então começamos a nos trocar e re-trocar e destrocar e nos trocar de novo escolhendo roupas. Não ficamos muito tempo na baladinha porque na verdade saímos só pra desfilar, nenhum de nós dois gostava de ficar acordado até depois das 23 horas da noite a não ser que fosse pra fazer amor. Então resolvemos este problema.
Encaminhei-nos novamente para o banho, e tudo estava perfeito porque através do MSN eu já a havia convencido habilmente a depilar aquela coisa nojenta que ela antes ousava chamar de garota. Eu chamo de qualquer nome fofo, que seja, mas se tem pêlos eu chamo de buceta. E eu não gosto de bucetas, porque não tenho um cacete, já que também me depilo religiosamente toda semana. Sou fresco demais pra dar o cú, antes que perguntem. Ou depois de perguntarem, que seja.
Fizemos amor, horas a fio porque pra variar eu sou tão tenso que demoro horas pra gozar, para o deleite sádico da vagabunda que queria trepar comigo enquanto eu tentava fazer amor. Sem boquete também. Ela cismou que queria “chupar minha pica” (nos termos da própria) mas eu me recuso a ter uma menina ajoelhada colocando na boca algo que acabou de entrar dentro dela e, ainda por cima, eu já sabendo que ela pretende colocar essa mesma boca na minha.
Ela gozou primeiro, como de costume, porque eu não gozo até ela gozar, não consigo relaxar. Terminado meu trabalho de amante, comecei a curtir e gozei dentro do receptáculo de plástico que eu julgava tão indispensável quanto horrivelmente desagradável.
Dormimos abraçadinhos. Ou melhor, ela dormiu enquanto eu a abraçava. Me desabracei dela e dormi virado pra o outro lado. Acordo antes dela, faço todo o ritual e trago café da manha pra ela na caminha. Sutilmente e habilmente (novamente) a encaminho para fora de casa, deixando-a no metro desculpando-me a pressa com compromissos familiares de praxe.

terça-feira, março 29, 2005

Tentativa de post em um fotolog.net (mas deu pau)

www.fotolog.net/stonecolddead
Leiam o que está escrito lá e também os comments subsequentes. Pelo amor de deus, eu nao estou louco...

NÃO PINTE! ODE A MEDIOCRIDADE E PADRONIZAÇÃO ESTÉTICA! Toda menina tem que ser igual: branquela com roupas pretas unhas pretas e cabelos vermelhos (ou pretos)! No universo estético da moda fashion rede globo todas são loiras, mas no nosso querido Brave New World do metal, todas tem que ter cabelo vermelho, vocês não entendem? SÓ EXISTE UM PADRÃO, as meninas todas têm que pintar o cabelo de vermelho (ou pretos) e os homens tem que ser todos cabeludos. Não cortem. Não pintem de outra cor. Fêmeas Beta de cabelo vermelho (no máximo preto, sem troca-troca) e machos alfa de cabelos longos, Rex Crinitus. É a mesma coisa. Não tentem ser diferentes. Sejamos todos iguais, e celebremos a mediocridade padronizada da estética promovida em nosso circulo social!

(PS: me recuso a escrever ironia on/off porque não escrevo pra ser lido por quem não tem cérebro suficiente pra perceber sozinho. Mas agora eu acabei de avisar, então foda-se de qualquer forma. E quanto a questão prática (porque todo mundo lê, e pensa “ah. Não concordo” e declara colateralmente morte a argumentação lógica) todo mundo chora antes, depois diz que fico legal. E depois pergunta pra você quando você vai voltar a pintar daquela cor, ou deixar o cabelo crescer de novo. Não importa o que voce faz, é como você faz. Muda a cor e faz pose. Pra esse pessoalzinho sem cérebro medíocre metidinho a se encaixar nos padrões, é só fazer pose que intimida. Eles falam mal e gostam. Ou não gostam e não falam mal. Ou que seja, foda-se. Maria Shampoos vs Jõaos e Marias Joaninha (vermelho e preto) é tudo a mesma merda). Ou não, também. É sempre a mesma merda de qualquer forma.
Beijos pra Kátia
Abraços pro Cássio.
Ou o contrário. Tanto faz como diria o Reinaldo Moraes (mas é claro que você não leu)

segunda-feira, março 28, 2005

Devaneios insanos sobre a incompatibilidade verbal e filosófica inter-familiar

Não me conformo com o tamanho da incompatibilidade verbal e filosófica que pode haver entre duas pessoas. Vai totalmente além da minha compreensão. Ou talvez não, mas mesmo que não seja, é absolutamente aterrador.
Vou falar da incompatibilidade de gerações, que é o que me martela a cabeça agora. Baseado totalmente em experiência pessoal, nunca nasci em outra família pra saber como é.
Primeiro um pouquinho de background histórico. Meus tios todos resolveram trepar na mesma época do ano e no mesmo ano, simplesmente do nada. Então, 9 meses depois de todos treparem (provavelmente não coletivamente, imagino) nascem 3 priminhos. No ano seguinte, o episodio virtualmente bacanástico se repete, e mais 3 priminhos são trazidos ao mundo. Contra todas as probabilidades, o fenômeno se repete mais uma vez. Minha convivência familiar quase agradável se tornou, em um intervalo de 3 anos, insuportável. Não creio que seja possível sobreviver humanamente a 9 primos. É um pequeno exercito apocalíptico. Mas enfim, conto isso só pra deixar claro que o meu desaparecimento gradativo das festas em torno de meu núcleo familiar tem
razões perfeitamente justas.
Então eu, o filho pródigo da família, não tenho mais intimidade com nenhum dos membros daqueles que estão a mim ligados por fodas estratégicas. Porque é isto que é uma família. Pessoas com as quais você é obrigado a conviver, obrigado a emprestar dinheiro e para quem você é obrigado a comprar presentes de aniversario (assim como comparecer às respectivas celebrações) porque em algum momento na linha do tempo, alguém trepou com alguém que trepou com alguém te pariu ou foi parido pela mesma pessoa que você.
O que aconteceu é que depois destes anos, o exercito de Lúcifer já é composto por 9 membros com idade suficiente para consumar seus desejos destrutivos e eu desabrochei. Agora sou um menino que pinta as unhas, passa lápis e usa cores proibidas no universo masculino. Mas como parte da minha família é pseudo-liberal, eles não tem nada contra gays. O problema é que sou hetero e faço coisas que todo mundo sabe que são proibidas para heterossexuais homens, como pintar as unhas ou usar rosa (não salmão, mas rosa pink mesmo). E pra completar eu prestei vestibular e estou decidindo o que fazer da vida. Parece tudo normal, dentro dos conformes.
Mas daí é que a putaria come solta. Não só eu não posso ir a nenhuma reunião familiar porque agora eu já faltei em festas demais, então minha presença se torna um evento. Se por acaso eu vou, todos precisam ter aquela conversinha. Ou melhor, aquele monólogo. “Você deve fazer isto da sua vida. Quando eu tinha a sua idade, eu também achava que podia escolher o que eu gostava, queria curtir a vida, mas depois percebi que você precisa escolher pelo dinheiro, porque se não você vai passar fome.” e derivados. No máximo eu ganho um “você tem que fazer o que gosta. Mas música não. Nem moda. Nem nada disso, tem que ser direito, medicina no máximo economia”.
Liberdade limitada não é liberdade nenhuma.
Então em todas as festas familiares é isso que ocorre. Tios vindo dizer como eu devo viver minha vida e o que deve ser feito, como as coisas são, porque já que eles tem o saco mais enrrugado que o meu, ou peitos mais caídos, eles sabem mais sobre a vida e eu não sei nada porque tenho só 19 anos. “Um dia você vai entender”. Então o que ocorre é isso. Eu chego, me chamam de desnaturado, eu nunca apareço, eu sumi, eu nunca vou a nenhuma comemoração. Legal. Daí tem aquela conversinha de praxe, eu tenho que viver minha vida assim, e existe o certo e o errado e eles sabem qual é qual perfeitamente. Dúvidas são para os adolescentes, quando você cresce não existem duvidas ou opções, existe o certo e o errado. Então, começa o sermão, interrompido incontáveis vezes pelas putarias da pirralhada. O sermão sobre o que eu devo fazer da vida (se referindo a profissão, dinheiro, dinheiro e dinheiro) é intercalado por demonstrações de reprovação pelo meu estilo de ser. Por minhas unhas, por meu cabelo, por minhas roupas e por tudo o que eu faço. Eles me tratam como se eu tivesse 4 anos de idade e estivesse falando que gostaria de ser o Power Ranger vermelho ou estivesse fantasiado como homem aranha. Só porque eles resolveram cortar o cabelo igual, fazer o que todo mundo faz, do jeito que todo mundo faz, e usar as frases feitas que todo mundo usa, aquilo que eu falo é coisa de criança, porque adultos tem que ser todos iguais falando as mesmas coisas e enquanto eu não virar uma maquina de repetir frases feitas e me vestir igual a todos, não sou adulto. É isso que é ser adulto pra eles, eu acho. Ou não, também pode ser. Quem sabe um dia eu entenda.

domingo, março 27, 2005

No use for a title

Lamentavelmente eu ainda tinha certa dose de machismo impregnado em minh’alma. Por exemplo: aquela menininha burra pode ser engraçadinha, divertida. Até fofa. Claro que você não se orgulha da imbecilidade de sua parceira, mas aquela ingenuidade bobinha era perfeitamente saudável, e, muitas vezes, até pode dar um leve charminho. Por outro lado, um cara burro é intragável. Não é nada fofo quando você olha pra aquele gatinho que quando abre a boca você só consegue pensar “puta merda, porque que ele foi abrir a boca”.

sábado, março 26, 2005

Sobre a Proporcionalidade sexual no relacionamento inter-social

É de suma importância a proporcionalidade que deve existir, obrigatoriamente, em grupos de amigos para determinadas atividades. Esta proporção não é sempre a mesma e, também obviamente, tende a variar de evento para evento. Pretendo discorrer sobre a influencia que tal matemática tem no relacionamento inter-social para o bem de ambos os lados, considerando heterossexuais masculinos ou femininos. Os mais originais não estão sendo incluídos na proporção considerada neste pedaço de papel ou neste amontoado de bytes. Não dessa vez pelo menos.
A proporção 100% masculina é perfeitamente saudável para um grupo. Os machos típicos irão beber, falar sobre futebol ou Heavy Metal, porque todo mundo sabe que mulher não entende de nenhum dos dois...mas enfim, eles irão beber um pouco mais, provavelmente cerveja porque eles querem beber (porque beber é coisa de macho) mas eles não querem ser vistos caindo no chão então não pode ser algo forte porque eles precisam continuar podendo se gabar “olha como sou resistente ao álcool, desde pequeno, sempre fui..”. E então falam de mulheres. Da loira que passou, da bunda da loira. Da porra da loira que tá no balcão. É só a vagabundinha sentar a mão no blondor que vira sensação. Algum vai se vangloriar da gatinha que traçou semana passada, ou daquela que olhou pra ele “vindo pra cá”. Ou vai ter outro que vai dizer que na sala dele (da faculdade ou colégio ou sei lá) ou do escritório, tem uma loirinha daquelas. Mas enfim, todos se divertem e tudo acaba bem (há controvérsias é claro, mas não discorrerei sobre elas no momento).
A proporção 100% feminina não é tão saudável como a anterior, mas também não é de todo mal. Enfim, elas irão falar de como todos os homens são iguais, como o namorado dela é um idiota, como ele não presta e como, novamente “todos os homens são iguais” porque esta é a frase que você mais vai ouvir em toda a sua vida vindo da boca de mulheres.mas tudo bem porque os homens são todos iguais mesmo e não estão nem aí pra o que as mulheres acham, não tem problema. Então elas vão começar a falar mal da fulaninha que se veste mal, que é uma puta porque fica com todo mundo.
A proporção 50% de cada é também razoavelmente prazerosa para ambas as partes.
Haverá obviamente uma pequena tensão clássica da guerra dos sexos. Algum homem vai olhar pra bunda de uma loira e comentar, “discretamente”, pois todos sabem como ele realmente consegue ser discreto depois de umas cervejas (ou mesmo sem ela) para seu colega ao lado, e obviamente uma das meninas do grupo ira perceber e provavelmente recrimina-lo, também provavelmente em voz alta. E ira dizer como todos os homens são iguais, e continuará dizendo que é feminista e que certas coisas são erradas. Então o homem não ira defender seu sexo dizendo que não são ou que são todos iguais, não mencionará isto mas passara por cima do assunto mas irá provavelmente discutir sobre o suposto feminismo da garota. E por aí vai, mas são todas coisas saudáveis, discussões saudáveis que contribuíram para o bom andamento. Vai sempre ter aquele um que é quietinho, mais tímido e fica na dele. Vai ter o cara que se acha o fodão do pedaço e vai ficar contanto historias ou vantagens, e é sempre um homem. As meninas vão ouvi-lo, prestar atenção e algumas vão gostar e outras vão achar ele muito metido. Alguns caras vão achar legal e outros vão achar ele muito metido. E a coisa vai caminhando de forma saudável.
Mas tudo isso é obvio pra você e pra mim. O grande problema é quando a proporção simples é quebrada e entram as proporções que não são nenhuma das 3 acima.
Geralmente as coisas são normais, você é homem e tem amigos homens. Você conhece uma menina legal e tal, ela é menina e tem amigas meninas. Combinam encontros e tudo dá certo. Agora de vez em quando entra aquela mulher (sempre uma mulher, isto é fato) que por certas características que não dizem respeito a alguém não-formado em psicologia analisar, tem mais amigos homens do que mulheres. Isto ocorre de vez em quando e é uma coisa que precisa ser discutida. Quando saem em um grupo uma mulher com digamos, outros 4 homens. Este numero pode subjugar a mulher. Se ela for “posse” de algum dos caras, ta ótimo, tudo dá certo. Se ela for muito bonita, temos um problema, podem rolar rivalidades internas, alfinetadas entre os homens e a mulher se sentirá bem e ela ficará convencida. Mas no final, ela que gostaria de ser carregada nos braços não conseguirá isso porque ficará “se achando” demais e os caras uma hora desistirão porque concorrência tem limite, ninguém ta afim de prestar fuvest pra medicina cada vez que for beijar uma menina. Então o grupo perderá tempo com alfinetadas prejudiciais para a amizade, e a menina ficara mais convencida do que deveria, também acabando sozinha com seu ego. Ruim para todos. Se ela for normalzinha, só ela se ferra. Os caras serão machistas como sempre e a ignorarão porque nenhum deles esta interessado então ela será sexualmente segregada. Talvez um espertinho menos exigente aproveite de sua fraqueza, mas então tudo dará certo. O problema se alastra quando a proporção é maior. Por exemplo, 2 mulheres para 5 caras.
Esta é uma proporção, se me permitem dizer, de merda. Se eu fosse professor de fração ou de proporção no ginásio ensinaria isto pros alunos. 2 mulheres são chances dobradas, os caras todos podem ter alguma chance. Pras meninas, que legal, paraíso 5 caras elas podem escolher a vontade entre alguém que conhecem, pseudo-amigos. Ótimo. O problema é que os caras vão brigar entre si porque não rola essa historia racional toda vez “ei cara, você deixa esta para mim? Pode ser? Só esta vez, eu te pago uma breja.” Isto pode rolar as vezes. Mas não é sempre. Em geral da merda. Não vai ser briga, não é isso. Mas rola aquela alfinetadinha “ah, Pedro você esta inventando historia. Isso é mentira, é bobagem”. Porque vocês são homens e se conhecem bem, sabem que inventam historias e estão falando merda a maior parte do tempo. Então eles irão se expor só porque rola aquela disputazinha interna. E as meninas vão “adorar” porque vão estar sendo disputadas e as mocinhas machistas adoram ser disputadas como objetozinhos e brinquedinhos. Mas no final, ninguém cata ninguém, as meninas ficam convencidas e não tem ninguém pra as esquentar. Os caras se alfinetam, perdem a noite, não catam ninguém, mas é a vida. Nem sempre se ganha. Mesmo assim, é uma merda de noite de caça.
Comprovado isto, iremos pra proporção áurea do relacionamento inter-sexual, que é o conhecido “três pra quatro”. Das 4 mulheres que fazem parte do grupo, pelo menos uma é moralista é vai ficar com o papinho de que não quer beijar ninguém porque ela ainda se vê como um objeto e um objeto precisa preservar seu valor, é claro. Então ela não pode dar pra qualquer um, como se ela ‘desse’ de fato alguma coisa porque ela não deveria ser um objeto. Uma mulher é uma pessoa como um homem, gosta de sexo e não deve dar, deve fazer. Mas enfim, não precisamos contar isso pra todas, deixa algumas serem moralistas e as que não são curtirem a feminilidade. O que ocorrerá então é um tête-à-tête .Uma reclamona moralista de lado, fazendo comentários que são pejorativos mas acabam por unir o grupo pela proximidade que é alheia a ela. Não e garantido que os outros 3 terminem a noite juntos, porque muito provavelmente as meninas “não chegam” em caras, porque são umas machistas do caralho mas se você perguntar vão dizer que “obvio que não sou machista! É que eu sou tímida cara, é só isso!”. E sempre tem o cara lerdo. Pelo menos um. Mas mesmo assim, são maximizadas as chances porque “tem mulher pra todos”. O grupo esta auto-suficiente. Os caras não precisam babar na loirinha do balcão. As meninas não precisam falar mal das outras ou dizer como os homens são todos iguais, porque a coisa ta lá. E essa noite que elas vão ter carinho. Pode rolar uma alfinetada ou outra, mas em geral não rola porque instintivamente e naturalmente, a não ser que haja uma disparidade estética muito evidente entre membros do grupo os pares serão definidos. Isso rola. Meio que automaticamente as posições de conversa se ajustam e os pares são formados, rola o clima que as vezes não se efetiva na mesma noite, mas as coisas ficam encaminhadas. Mas isso se estiverem todos em uma noite de caça.
Mas se for uma noite de curtição também é perfeito porque a chata da moralista continua uma coisa interessante e ao mesmo tempo os caras não vão olhar a bunda da loira do balcão e as meninas não precisam ficar falando mal porque tem companhia. No final das contas assim é perfeito. Sempre. A não ser quanto tem aquele filha da puta inoportuno que aparece e entra no seu grupo, alterando a tão almejada proporção. O filha da puta é sempre homem. Mas sobre isso conversamos outro dia.

quarta-feira, março 23, 2005

Breve Diálogo Sobre “O Amor”

- Ai que raiva! Olha eu sei que não é legal falar essas coisas, mas eu não queria que ela ficasse com mais ninguém na vida!
- ahahah – eu ri – Bem vindo ao mundo do amor.
- Ah, não fala assim. Isso não é amor. É egoísmo!
- Ué então o que você chama de amor? É “quando” você tem alguém que te faz muito bem, que te dá carinho? Que te trata como um rei, que é bonita, inteligente e legal? Isto é o que você diz que te faz amar alguém?
- Ah, uma mulher assim eu amaria claro!
- Mas isso não seria amor. Qualquer um quer alguém bonita e inteligente que lhe faça bem. É perfeitamente racional e inteligível, dois adjetivos que definem tudo o que se opõe ao amor,cara. Pensa bem, é óbvio que você quer alguém que te faça bem. Agora você por acaso quer alguém que te faça mal? Alguém que você não goste? Que seja chata e pentelha e ainda por cima nem bonita seja?
- é claro que não quero!
- Pois é, mas você nunca namorou ninguém assim?
- Ta.. já aconteceu sim.. tanto que acabou depois.
- Ta mas por um tempo vocês continuaram. E porque você se manteve com uma menina chata, que nem te fazia bem e ainda por cima nem era tão bonita assim, e ficava cada vez mais feia pra você e pior, tudo o que ela falava soava cada vez mais hipócrita e imbecil. Mas lá estava você com ela. Isto não é aquele gostar racional, é isso que eu estou chamando de amor. Se ela fosse muito boa pra você, e ainda bonita e inteligente, não seria amor, seria interesse, seria óbvio que você ia querer mas não garantiria aquele “fogo” adicional, aquele sentimento meio doentio do amor.
- você quer dizer que o amor pra você é o que te mantém com uma pessoa que te faz mal, que não é bonita, que é chata e que você não teria motivos racionais pra querer?
- exatamente. Amor é o sentimento que em oposição à racionalidade te deixa por algum motivo que você não entende preso a uma pessoa, querendo ficar com ela, e, dependendo da sua personalidade, querendo que ela não fique com mais ninguém. Mas essa parte já é outro assunto que exige muito papel e muita tinta. Ou muito tempo e muitos bytes, no meu caso.