Querido Diário - Parte 1
Acordei, não muito tarde porque me dá olheiras. Sem dormir demais pra não perder tempo, nem de menos pra não acordar desacordado. De pau duro pra variar, não por culpa minha. Levantei, mijei sentado, e comecei o ritual estético que incluía banho, fazer a barba, passar meus cremes e tudo mais. Café da manha energético, duas horas esperando pra não dar indigestão e o caralho, e então dirigi-me à academia para modelar meus músculos, me sentir melhor comigo mesmo e atrair mais menininhas.
Depois de outro banho, desperdicei umas horas no MSN, orkut, fotolog e etc., e a noite foi se aproximando, hora de combinar com alguma mocinha alguma coisa pra fazer. Chamei uma “ruivinha” daquelas metaleiras que não perdem muito tempo desenvolvendo um estilo próprio: cabelos tingidos de vermelho forte, roupas pretas, unhas pretas, branquela de pancake impregnado na alma e que criticava tudo que era pop e as novas fãs de Nightwish que também curtiam Evanescence.
Fui buscar ela no metro, de carro, bem material que eu preso imensamente embora critique os boyzinhos que também o façam. Foda-se. Trouxe pra casa, e a primeira coisa obvia que fiz foi dar aquele banhinho na moça. Ou melhor “tomamos banho juntos” porque eu não combina com meu estilo fofo e meigo chegar pra coitada e dizer:
- Escuta aqui fofa. Você andou bastante, tua garota suadinha não brinca com meu garoto até que ela seja muito bem lavada naquele chuveiro ali, ó.
Então discretamente nos encaminhei até o banho como um bom cavalheiro, mesmo porque honestidade é um conforto de filha da puta. Seria ótimo pra minha consciência agir de forma verdadeira e honesta com ela, mas eu me martirizei escondendo algo dela pelo bem dela e punindo minha consciência, o que me torna um mártir e uma pessoa justa porque escondi a verdade. Ou o contrário, tanto faz.
Depois de amolecer minhas cutículas na banheira, ela fez minhas unhas (o que nos tomou muito tempo porque sou muito perfeccionista ) e então começamos a nos trocar e re-trocar e destrocar e nos trocar de novo escolhendo roupas. Não ficamos muito tempo na baladinha porque na verdade saímos só pra desfilar, nenhum de nós dois gostava de ficar acordado até depois das 23 horas da noite a não ser que fosse pra fazer amor. Então resolvemos este problema.
Encaminhei-nos novamente para o banho, e tudo estava perfeito porque através do MSN eu já a havia convencido habilmente a depilar aquela coisa nojenta que ela antes ousava chamar de garota. Eu chamo de qualquer nome fofo, que seja, mas se tem pêlos eu chamo de buceta. E eu não gosto de bucetas, porque não tenho um cacete, já que também me depilo religiosamente toda semana. Sou fresco demais pra dar o cú, antes que perguntem. Ou depois de perguntarem, que seja.
Fizemos amor, horas a fio porque pra variar eu sou tão tenso que demoro horas pra gozar, para o deleite sádico da vagabunda que queria trepar comigo enquanto eu tentava fazer amor. Sem boquete também. Ela cismou que queria “chupar minha pica” (nos termos da própria) mas eu me recuso a ter uma menina ajoelhada colocando na boca algo que acabou de entrar dentro dela e, ainda por cima, eu já sabendo que ela pretende colocar essa mesma boca na minha.
Ela gozou primeiro, como de costume, porque eu não gozo até ela gozar, não consigo relaxar. Terminado meu trabalho de amante, comecei a curtir e gozei dentro do receptáculo de plástico que eu julgava tão indispensável quanto horrivelmente desagradável.
Dormimos abraçadinhos. Ou melhor, ela dormiu enquanto eu a abraçava. Me desabracei dela e dormi virado pra o outro lado. Acordo antes dela, faço todo o ritual e trago café da manha pra ela na caminha. Sutilmente e habilmente (novamente) a encaminho para fora de casa, deixando-a no metro desculpando-me a pressa com compromissos familiares de praxe.
Depois de outro banho, desperdicei umas horas no MSN, orkut, fotolog e etc., e a noite foi se aproximando, hora de combinar com alguma mocinha alguma coisa pra fazer. Chamei uma “ruivinha” daquelas metaleiras que não perdem muito tempo desenvolvendo um estilo próprio: cabelos tingidos de vermelho forte, roupas pretas, unhas pretas, branquela de pancake impregnado na alma e que criticava tudo que era pop e as novas fãs de Nightwish que também curtiam Evanescence.
Fui buscar ela no metro, de carro, bem material que eu preso imensamente embora critique os boyzinhos que também o façam. Foda-se. Trouxe pra casa, e a primeira coisa obvia que fiz foi dar aquele banhinho na moça. Ou melhor “tomamos banho juntos” porque eu não combina com meu estilo fofo e meigo chegar pra coitada e dizer:
- Escuta aqui fofa. Você andou bastante, tua garota suadinha não brinca com meu garoto até que ela seja muito bem lavada naquele chuveiro ali, ó.
Então discretamente nos encaminhei até o banho como um bom cavalheiro, mesmo porque honestidade é um conforto de filha da puta. Seria ótimo pra minha consciência agir de forma verdadeira e honesta com ela, mas eu me martirizei escondendo algo dela pelo bem dela e punindo minha consciência, o que me torna um mártir e uma pessoa justa porque escondi a verdade. Ou o contrário, tanto faz.
Depois de amolecer minhas cutículas na banheira, ela fez minhas unhas (o que nos tomou muito tempo porque sou muito perfeccionista ) e então começamos a nos trocar e re-trocar e destrocar e nos trocar de novo escolhendo roupas. Não ficamos muito tempo na baladinha porque na verdade saímos só pra desfilar, nenhum de nós dois gostava de ficar acordado até depois das 23 horas da noite a não ser que fosse pra fazer amor. Então resolvemos este problema.
Encaminhei-nos novamente para o banho, e tudo estava perfeito porque através do MSN eu já a havia convencido habilmente a depilar aquela coisa nojenta que ela antes ousava chamar de garota. Eu chamo de qualquer nome fofo, que seja, mas se tem pêlos eu chamo de buceta. E eu não gosto de bucetas, porque não tenho um cacete, já que também me depilo religiosamente toda semana. Sou fresco demais pra dar o cú, antes que perguntem. Ou depois de perguntarem, que seja.
Fizemos amor, horas a fio porque pra variar eu sou tão tenso que demoro horas pra gozar, para o deleite sádico da vagabunda que queria trepar comigo enquanto eu tentava fazer amor. Sem boquete também. Ela cismou que queria “chupar minha pica” (nos termos da própria) mas eu me recuso a ter uma menina ajoelhada colocando na boca algo que acabou de entrar dentro dela e, ainda por cima, eu já sabendo que ela pretende colocar essa mesma boca na minha.
Ela gozou primeiro, como de costume, porque eu não gozo até ela gozar, não consigo relaxar. Terminado meu trabalho de amante, comecei a curtir e gozei dentro do receptáculo de plástico que eu julgava tão indispensável quanto horrivelmente desagradável.
Dormimos abraçadinhos. Ou melhor, ela dormiu enquanto eu a abraçava. Me desabracei dela e dormi virado pra o outro lado. Acordo antes dela, faço todo o ritual e trago café da manha pra ela na caminha. Sutilmente e habilmente (novamente) a encaminho para fora de casa, deixando-a no metro desculpando-me a pressa com compromissos familiares de praxe.

9 Comments:
Nossa!Essa era a que tava fazendo suas unhas naquele dia?Que vc disse que era só uma amiga?Não resistiu né?rs
Bem,legal vc ter encaminhado a pobre senhorita ao banho pq devia estar suada,mas isso tudo não deve ter ofendido??O que ela achou?hum...deve ser horrível uma situação assim.Msm sem citar nome,não gostaria de ser um alvo negativo no seu blog...rs
Quando a gente conhece alguém intimamente,nem precisamos alertar sobre um possível banho antes pq tem que rolar afinidade,coisa de pele e sintonia naquela hora tão gostosa.Se não rola,arf,é pq ainda não é a pessoa certa.É claro que os momentos(ruins e bons)ficarão pra sempre.Só que muitos gostariam de passar uma borracha para sumirem com aquelas lembranças toscas de vez.Acho que não teria graça pq faz parte.Desejo que seja feliz sempre.Apesar de eu falar mtas abobrinhas,gosto mto de vc pq não liga pra isso.
bjssss
Obs:ficção ou não,eita...hein!!!rs
No papel nem sempre é só ficção ...infelizmente!!!rs
bjssss gato.
Pessoal voces sabem ler mas enfim, vou copiar e colar o nome do meu blog "TÁ NO PAPEL, É FICÇÃO" mas nao pretendo fazer isto em todos os posts...
well.. o q falar desse texto...num gostei mto do enredo.. não foi nada romantico o q aconteceu.....não senti amor nas palavras....história mto gelada....prefiro uma história mais real se é q me entenders... mas fora isso ta mto bem escrita e bom..bom vai q ela faz a sua unha direitinho...gostei vai rs
te doru lindo
O texto justamente nao é romantico por ser real. voce nao gosta porque nao é romantico, nao sentiu amor nas palavras porque nao tem amor nas palavras. E nao ker uma coisa real, quer melosidades inexistentes romanticas, o que nao é o objetivo do texto.
Perfeito. Palavras frias, brutalidade nas frases, idéias nada românticas...totalmente fora dos padrões de historinhas melosas.
E foi justamente isso tudo que tornou seu texto diferente e interessante, cômico-irônico, seco e rústico.
Vc sabe que te adoro Rô
Um beijo enorme
Ola queridíssimo...
As pessoas deveriam alimentar-se do realismo ao qual você escreve... Palavras frias, simples e transcrevem os pensamentos mais árduos...
Deixo-lhe o trecho do livro de Emmanuelle Arsan, o mesmo que inspirou os episódios de Emmanuelle em noites eróticas:
“Um dia o homem fará amor no espaço”.
uma ficção "aparentemente" real, eu diria... Eu poderia comentar cada palavra da qual vc se inspirou mas, creio que vc, mais do que ninguém, conhece suas próprias escrituras...
Prazer em lhe conhecer.
Tão triste quanto banal.
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