The Blog Generation
Somos a nova geração. Já começaram milhoes de textos assim, mas eu mando todos eles a merda e escrevo o meu. Porque posso escrever onomatopéias homéricas, me servir de =) ou = ( sempre que quiser. Meu texto pode fluir rápido. Posso escrever bêbado, drogado, com sono. Pode ter quantas frases curtas eu quiser. Posso escrever sobre musica, sobre sexo e sobre qualquer coisa que esteja na minha vida, incluindo aquelas que eu minto dizendo que estão. Este é o meu mundo, é o nosso mundo. Depois da geração coca-cola, da geração bate-papo da UOL, vem a Geração Blog, a geração da primeira pessoa.
Cada vez mais o interesse pelo cotidiano romantizado cresce, desde os modernistas e o João-gostoso da noticia de jornal do Manuel Bandeira. Mas hoje não lêmos mais jornais, somos jovens alienados como a maioria dos jovens do passado (incluindo os hippies), mas temos computadores e utilizamos MSN e ICQ e Orkut pra invadir a vida alheia e curtir o mundo das fofocas de pessoas mais próximas do que as da revista Caras.
Não preciso me preocupar com absolutamente nada, porque todas as gerações já se preocuparam com tudo o que tinha pra se preocupar, e a ainda por cima até a Blank Generation já foi, então não preciso nem ficar noiado em não ter nada com o que me noiar. Nós somos a pós-blank generation cibernética. The blog generation
Posso usar termos em english sem absolutamente nenhuma questão política me deixar com peso na consciência, porque é simplesmente a língua dos computer programs que eu uso. Se você é metido a metaleiro, use alemão. Se você é metido a cult, use francês. Se você é metido a animes e hentais, fale japonês. Não importa, mesmo que eu não entenda. Ficou bom, tá valendo.
Posso ignorar todos os sublinhados verdes e vermelhos que carnavalizam impiedosamente o meu texto no Sr. Microsoft Word.
Você não vai tirar da cabeça se o que eu escrevo é real ou não, se as historias que eu contei são ou não verdade, e até que ponto. Porque eu estou próximo de você. Você pode nunca ter me visto, mas o mundo é pequeno pra nós. Todos tem orkut, fotolog, blog, msn e etc. Quem não tiver, o google acha. Estamos todos muito próximos. Todos somos amigos em potencial. Inimigos também, mas não importa. Por isso é mais gostoso saber das historias dos outros. Mas agente não quer o blog da fernandinha ‘hoje eu comi chocolate na casa da marianinha e foi muito legal, amanha vou ficar com espinhas, estou ficando gorda’. Queremos o cotidiano provido de conteúdo literário. Aquele desprovido está fadado a continuar crescendo em direção ao nada, sempre superado pelos fotologs sem literatura alguma, mas também com conteúdo pseudo-artístico mais agradável de observar. Nada mais de noticia de jornal no poema. Agora é a hora dos bytes em ação, em quantas línguas quiser, cotidiano, mas bom e interessante. We are The Blog Generation.
Cada vez mais o interesse pelo cotidiano romantizado cresce, desde os modernistas e o João-gostoso da noticia de jornal do Manuel Bandeira. Mas hoje não lêmos mais jornais, somos jovens alienados como a maioria dos jovens do passado (incluindo os hippies), mas temos computadores e utilizamos MSN e ICQ e Orkut pra invadir a vida alheia e curtir o mundo das fofocas de pessoas mais próximas do que as da revista Caras.
Não preciso me preocupar com absolutamente nada, porque todas as gerações já se preocuparam com tudo o que tinha pra se preocupar, e a ainda por cima até a Blank Generation já foi, então não preciso nem ficar noiado em não ter nada com o que me noiar. Nós somos a pós-blank generation cibernética. The blog generation
Posso usar termos em english sem absolutamente nenhuma questão política me deixar com peso na consciência, porque é simplesmente a língua dos computer programs que eu uso. Se você é metido a metaleiro, use alemão. Se você é metido a cult, use francês. Se você é metido a animes e hentais, fale japonês. Não importa, mesmo que eu não entenda. Ficou bom, tá valendo.
Posso ignorar todos os sublinhados verdes e vermelhos que carnavalizam impiedosamente o meu texto no Sr. Microsoft Word.
Você não vai tirar da cabeça se o que eu escrevo é real ou não, se as historias que eu contei são ou não verdade, e até que ponto. Porque eu estou próximo de você. Você pode nunca ter me visto, mas o mundo é pequeno pra nós. Todos tem orkut, fotolog, blog, msn e etc. Quem não tiver, o google acha. Estamos todos muito próximos. Todos somos amigos em potencial. Inimigos também, mas não importa. Por isso é mais gostoso saber das historias dos outros. Mas agente não quer o blog da fernandinha ‘hoje eu comi chocolate na casa da marianinha e foi muito legal, amanha vou ficar com espinhas, estou ficando gorda’. Queremos o cotidiano provido de conteúdo literário. Aquele desprovido está fadado a continuar crescendo em direção ao nada, sempre superado pelos fotologs sem literatura alguma, mas também com conteúdo pseudo-artístico mais agradável de observar. Nada mais de noticia de jornal no poema. Agora é a hora dos bytes em ação, em quantas línguas quiser, cotidiano, mas bom e interessante. We are The Blog Generation.

4 Comments:
O pior é justamente o mundo das fofocas: "Aline, o que aconteceu com seus scraps? Sumiram?" Claro, vc acha que deixaria algum scrap a mostra? Vc acha que escrevo sobre mim ou sobre o que sou e que passo? Esse mundo me faz sentir que sou um alvo, no entanto, ainda assim, sou parte dele.
linda vc falar do manuel bandeira!amo o poema q vc cita!o melhor textoi q já li aki..c sabe q eu concordo com td né?linda reflexão sobre a geração.. pós-moderna.. sobre a inclusão e exclusão de tudo e de todos ao mesmo tempo!quem sabe depois do show do placebo vc não tem criticas as modinhas emo.. e tals!hahaha bjos!amei mto esse texto mesmo.. mesmo.
ahh vc considerou minha proposta de casamento?
aiii q raiva..... comentei e deu pau na pagina =( ok again rs
achei o texto super interessante mas não entendi algumas coisas =/ (depois te pergunto=/)
concordo com a aline nesse lance de fofoca, fofoca é foda foda foda
mil bjosss
ká
Tá no papel, é ficção.
Pó, eu não canso de me deleitar com suas idéias. (ai que frase pretensiosa, não?)
Parece que você lê as pessoas como livros. Algumas linhas e tudo faz sentido
:/// voce me da raiva. porque é muito ninja em tudo que existe.
Mas isso só aumenta a minha admiração por você. Sério.
heroi. que nem o chelão, sei la
Beijo
(eca, eu tou com gosto de morte na boca)
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