Feministas de conveniência e o metrossexualismo
Primeiro quero esclarecer que não pretendo discorrer sobre a questão política que envolve o sexismo. Já é assunto muito desgastado e não pretendo desperdiçar meus preciosos bytes nisso. Além do mais, eu não tenho esperança alguma em curto prazo enquanto alguma bichona não assassinar o Severino, e isso aqui não é espaço pra política. Enfim. Eu demorei pra perceber esse fenômeno de moda que eu devo achar tão patético quanto algumas “feministas de fato” acham irritante. “Olha só como eu sou feminista : Eu acho que homem que cozinha é lindo, homem que faz limpeza de pele assim... homem que se cuida sabe (nessa hora vocês tem que me imaginar falando com uma vozinha de menina estúpida)” . Super conveniente, eu também amo, todo mundo ama. O legal é que essa estúpida vai se dizer feminista por isso. Alias, as mulheres que se dizem feministas são em geral ou estúpidas e não sabem o que é isso, ou então são malucas mesmo. Geralmente são estúpidas e acham que ser feminista se resume a achar machismo uma injustiça. Tá, foda-se, esta não é a questão. A questão é que estas feministas de conveniência acham maravilhoso que o homem faça duas ou três coisas que antes seriam consideradas gays. Mas se ele resolve trata-la como igual, aí fode tudo. “eu quero ser tratada com respeito, com igualdade” . Mas se o cara não te leva pra casa de carro, não abre a porta do elevador pra você, não carrega suas coisas, não dá o lugar na fila, não oferece o agasalho quando você ta com frio... Ele é um grosso. Isso é só pra exemplificar, a esta altura você já tem, muito provavelmente, uns exemplos melhores. Super-conveniente. Alias, tanto faz, posso chamar de machismo de conveniência que também se enquadra perfeitamente. Mas a questão é que isso não é errado ou certo, você não precisa se defender se pensar assim. Mas porra, pelo menos assume.
O “advento” do metrossexualismo é a maior prova disso. Quando eu soube disso, quando estava na 8ª série do ginásio dentro de um avião lendo uma daquelas revistas horríveis da VARIG, e o Beckham ainda jogava futebol (se é que já jogava) era uma coisa desconhecida aqui no nosso país, era como um fenômeno a ser descoberto. Agora já é uma coisa banalizada, tudo é metrossexual e ainda por cima, o nosso país consegue ser tão machista que praticamente virou sinônimo de homossexualismo. Quando eu soube achei interessante, pensei “porra, taí um negocio no qual eu talvez possa me enquadrar”. Mas é isso que é foda. A idéia é legal, no papel é sempre legal. Mas daí as pessoas pegam e fodem tudo. Acho que com quase todos esses movimentos de massa é assim, tirando o nazismo porque o Mein Kampf é mais mal escrito do que minhas redações da sexta série e olha que eu tenho 19 anos e ainda escrevo mal pra caralho. Mas enfim, lá vou eu pintar os olhos com delineador. Porra, é só um delineador, há 40 anos atrás já tinha cara que usava isso, como alguém ainda pode ser tão antiquado e olhar torto. E eu uso brincos. Argolas. uma em cada orelha. De vez em quando eu uso uma peça rosa no meu vestuário. São coisas que não tem absolutamente nada com homossexualismo. São simplesmente aparatos estéticos. Mas se você é macho, você arromba sua orelha com um alargador, não pode colocar uma argola em cada orelha isso é errado. Então me perguntam “porque você usa um brinco em cada orelha e passa lápis?” tipo perguntando “você é uma bicha?” mas sem querer parecer preconceituoso e já o sendo em dobro. O melhor é quando o cara (ou a mina) é tão neurótico em não parecer machista, porque é muito machista, que pergunta “então, eu não queria... assim... tipo, numa boa... é que sei lá sabe... tipo.. é... você usa esses brincos assim e tal, assim, porque?” . E eu tenho que adivinhar que ele esta me perguntando “você dá o loló?”.
O melhor são aquelas comunidades da orkut. Tem uma que é “sou metrossexual, e daí?”. Se o cara que escreveu sentisse de fato o “e daí” ele não o escreveria. Só o fato de colocá-lo mostra a insegurança do veadinho. Isso não é ser metrossexual, mas cada vez mais metrossexualismo virou isso, assombrado pelo fantasma do veadinho impregnado no machismo da nossa sociedade capitalista patriarcal. O cara compra roupinhas caras, faz limpeza de pele e passa uns creminhos, e continua tão machista quanto. “eu faço limpeza de pele, mas fazer a sobrancelha é coisa de veado”. Pra eles não é uma questão conceitual , não é sobre “se cuidar”. Não é sobre porra nenhuma, provavelmente eles nem pensam no assunto. É só ir fazendo aquilo que vai se tornando socialmente aceitável e bem visto pelas bucetinhas ambulantes que suas respectivas picas tanto almejam. Não é sobre fazer nada de vanguarda, como eu achei que fosse. Metrossexualismo também é conveniência. Você pode fazer certas coisas, mas existe um limite... É claro que é legal fazer limpeza de pele. Mas passar lápis e delineador são coisa de veado. Fazer a unha também é legal, desde que você respeite o manual das cores proibidas para os machos, aprovado na lista de livros permitidos pelo nosso querido Severino.
O “advento” do metrossexualismo é a maior prova disso. Quando eu soube disso, quando estava na 8ª série do ginásio dentro de um avião lendo uma daquelas revistas horríveis da VARIG, e o Beckham ainda jogava futebol (se é que já jogava) era uma coisa desconhecida aqui no nosso país, era como um fenômeno a ser descoberto. Agora já é uma coisa banalizada, tudo é metrossexual e ainda por cima, o nosso país consegue ser tão machista que praticamente virou sinônimo de homossexualismo. Quando eu soube achei interessante, pensei “porra, taí um negocio no qual eu talvez possa me enquadrar”. Mas é isso que é foda. A idéia é legal, no papel é sempre legal. Mas daí as pessoas pegam e fodem tudo. Acho que com quase todos esses movimentos de massa é assim, tirando o nazismo porque o Mein Kampf é mais mal escrito do que minhas redações da sexta série e olha que eu tenho 19 anos e ainda escrevo mal pra caralho. Mas enfim, lá vou eu pintar os olhos com delineador. Porra, é só um delineador, há 40 anos atrás já tinha cara que usava isso, como alguém ainda pode ser tão antiquado e olhar torto. E eu uso brincos. Argolas. uma em cada orelha. De vez em quando eu uso uma peça rosa no meu vestuário. São coisas que não tem absolutamente nada com homossexualismo. São simplesmente aparatos estéticos. Mas se você é macho, você arromba sua orelha com um alargador, não pode colocar uma argola em cada orelha isso é errado. Então me perguntam “porque você usa um brinco em cada orelha e passa lápis?” tipo perguntando “você é uma bicha?” mas sem querer parecer preconceituoso e já o sendo em dobro. O melhor é quando o cara (ou a mina) é tão neurótico em não parecer machista, porque é muito machista, que pergunta “então, eu não queria... assim... tipo, numa boa... é que sei lá sabe... tipo.. é... você usa esses brincos assim e tal, assim, porque?” . E eu tenho que adivinhar que ele esta me perguntando “você dá o loló?”.
O melhor são aquelas comunidades da orkut. Tem uma que é “sou metrossexual, e daí?”. Se o cara que escreveu sentisse de fato o “e daí” ele não o escreveria. Só o fato de colocá-lo mostra a insegurança do veadinho. Isso não é ser metrossexual, mas cada vez mais metrossexualismo virou isso, assombrado pelo fantasma do veadinho impregnado no machismo da nossa sociedade capitalista patriarcal. O cara compra roupinhas caras, faz limpeza de pele e passa uns creminhos, e continua tão machista quanto. “eu faço limpeza de pele, mas fazer a sobrancelha é coisa de veado”. Pra eles não é uma questão conceitual , não é sobre “se cuidar”. Não é sobre porra nenhuma, provavelmente eles nem pensam no assunto. É só ir fazendo aquilo que vai se tornando socialmente aceitável e bem visto pelas bucetinhas ambulantes que suas respectivas picas tanto almejam. Não é sobre fazer nada de vanguarda, como eu achei que fosse. Metrossexualismo também é conveniência. Você pode fazer certas coisas, mas existe um limite... É claro que é legal fazer limpeza de pele. Mas passar lápis e delineador são coisa de veado. Fazer a unha também é legal, desde que você respeite o manual das cores proibidas para os machos, aprovado na lista de livros permitidos pelo nosso querido Severino.

5 Comments:
é....eu acho demais homem fazer coisas diferentes, fora do"livro de regras masculina", e não acho bicha não... infelizmente essa é a definição q a maioria usa pra esse tipo de coisa mas eu particularmente acho lindo. No fundo eu sei q ainda tenho um pouco de machismo em mim, talvéz influenciada pelo fato de como eu fui criada.. o meio q estou e o q eu sempre quis......=/
Maravilhosos teus textos... alegro-me muito de saber que ainda existem seres pensantes desprovidos de pré conceitos. Achei teu blog vendo o fotolog de uma amiga. Simplesmente perfeito, ti e tuas palavras... Adorei tuas reflexãos sobre valores irreais que nos rodeiam...
Creio que não preciso dizer que concordo com teus textos...
Bisou (pq sou intelectual)
hHAhaahAHahaHha
Adorei o coment, gostei do teu estilo de escrever tbm =D
Nao tem MSN ou algum blog tbmm =D?
gostei!amei d novo!tá bem melhor agora e não digo isso pq qeuro te comer... melhor dizendo pq não quero apenas te comer!!vc é amigoooooooo mais doq achei q vc poderia se tornar...e espero q se torne mesmo!além doq ter uma migo gostoso é sempre bom né?seus textos tão bemm melhores!bjos
Bem, são estereótipos, mas vc não precisa se enquadrar em nenhum deles. Uso oq quero e o q gosto. Faço o q quero e o q gosto. As vezes não sei oq sou, mas na verdade não preciso saber. Sou a Aline Braga. Basta. Gosto de novidades, gosto de ler, gosto de política e odeio gente burra. Gosto de personalidade forte mas odeio moralismos. Gosto de discutir no entanto não busco verdades. E ainda têm homens q se sentem superior pq têm dinheiro pra pagar a conta no final; isso é podre, hahaha. E tem mulheres que só saem com quem tem carro. hahaha, igualmente podre. Como eu disse, odeio gente burra...
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