sexta-feira, abril 08, 2005

Onan e a pseudo-filosofia pós-moderna

Não pra cima de muá, baby. Livre associação, só pra dar uma quebradinha no gelo antes de começar mais um texto besta. Outro dia algum cara estava falando pra mim que ‘punheta é coisa de fracassado, de quem não consegue mulher’ e um papo parecido. Agora, meninas : isto é um cara com traumas de infância. Vocês podem achar que sabem como é uma punheta masculina e o que ela representa, mas não fazem idéia. O nosso solo game sempre vai ser um mistério pra vocês assim como o vosso é para nós. Mas continuando, este (e todos que pensam assim e mexeram os queixos afirmativamente quando leram esta frase que ele disse) é um caso típico do homo fracassadum inrrustidus. Com medo da opinião muito controversa feminina, o cara adota essa posição de traumatizado que pode até lhe render alguns aplausos das reprimidas do sexo feminino, mas com certeza o fará perder fãs adeptas do chamado em-si-mesmismo.
Por exemplo eu vou dizer como as coisas rolam ‘com a minha pessoa’ (imagino que referir-se a si próprio com este termo tenha sido um dia algo elegante, mas hoje soa tão categoricamente estúpido que a ironia é apropriada). Eu prefiro muito mais uma punheta bem batida do que, pra saciar meus ímpetos sexuais de canhão hormonal, fazer mal feito com umazinha qualquer. Isso sim é nojento (moralismos a parte), fazer por fazer, simplesmente a descarga sexual. Fazer isso com uma menina qualquer, é exatamente como uma punhetinha, mas só se você não se importa com a menina (o que deve ser o caso do machista insensível que falou a frase do primeiro parágrafo). No meu caso, como desenvolvi-me incapaz de objetificar pessoas assim, não existe a trepadinha de descarga sexual. Eu faço amor, ou eu não faço amor. Sempre é algo importante e envolve sentimentos, nunca só a gozada (porque esse é o poder do cara, ele pode ficar mole a hora que quiser e acabar com a brincadeira, que é, em geral, o que fazem). Por isso a punheta vem a calhar. Descarrego esse tesão contido na minha procura incessante pela eterna-fofa, minha baby que eu quero mais que tudo, mas não sei quem é. Ainda. Ou talvez já saiba (edit)
Com mais cérebro e menos bolas pra controlar minhas ações, minhas conexões neurais podem trabalhar com mais eficiência pra encontrar A baby que meu coração procura. Mas isso só é possível assim, através da bronha. Sem o onanismo, não é possível se chegar a harmonia entre os três principais membros-órgãos do corpo masculino que são responsáveis pelo controle do ser : o cérebro, o coração e as bolas (o pinto é um dos principais executores, mas não controladores). Sem a punheta, o cara não contém seus instintos e é obrigado a fazer coisas que racionalmente não são tão bem aceitas socialmente, como financiar o ofício da falecida Madalena, ou então comer alguma ex, fodendo denota e conotativamente mais ainda as coisas. Mas precisará fazer algo sobre isso, e se não tiver opções terá que correr atrás de trepadinhas com algumazinha. De qualquer forma, só lhe dará mais trabalho e o privará do prazer que muitos já santificaram, como o grande Vinícius e sua ‘Ode a Onan’(pra quem não sabe, onanismo = punheta), ou Oswald de Andrade que confessou: “fui o maior onanista do meu tempo”. Segundo consta, Kant se masturbava na catedral. Mas não importa. É uma arte que nos proporciona um prazer único e solitário. Não haverá nenhuma outra oportunidade deste prazer ser obtido sozinho, e poucas para obtê-lo acompanhado. É uma escolha sua, cara. Vai comer qualquer uma se sua imaginação é uma merda.
Eu, humildemente, santifico o grande Onan enquanto espero que ela me encontre, enquanto ela espera que eu a encontre, e enquanto nós esperamos nos encontrar. Ou será que já encontrei? (editado)

8 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Mto bom esse texto,adorei mto,agora é um dos meus preferidos =)!!!!!!
quem dera existissem mais "Rodrigo Ferrari"no mundo heim!!!! ta de parabéns lindu!!!
bjos

10:33 AM  
Anonymous Anônimo said...

Sembre soube o quanto uma "punheta" é importante para a Sociedade, segundo o meu amigo e Dr. em filosofia, é o que nos permite manter ainda um nível elevado... Do u know what i mean?
As pessoas mais inteligentes e narcisitas (normalmente nós que temos o QI acima da média somos narcisistas) consigo discutir com eles a mesma coisa...
Pessoas bem resolvidas é outra história...
Que bom que vc passou para o papel...hehehe
Adorei conhecer teu blog... adorei teu sarcasmo...

Küchen.. ;*

P.S.:Continuarei lendo teu blog nas minhas pausas de almoço...

12:38 PM  
Anonymous Anônimo said...

lindo texto sobre coisa banal.. mas se eu fosse homem.. adoraria fazer... parece amais legal pra vcs do q pra gente!!hehehe.. quando vamos ver lynch?

1:59 PM  
Anonymous Anônimo said...

Mais um texto fantástico...
Te amo amore

2:28 PM  
Anonymous Anônimo said...

Concordo totalmente com vc! Viva Onan! Viva as descobertas, as auto-descobertas! Se vc não tem intimidade consigo mesmo, como terá com outrém?

2:34 PM  
Anonymous Anônimo said...

Queridinho ;)
não sei o que comentar...
voltei ao mundo virtual ahuahuahu e claro, vim ler seu blog q tanto me interessa =)
te adoro, espero que você tenha um ótimo domingo.
bjo da sua amiguinha de sempre... Sil.

1:11 AM  
Blogger Lígia said...

Tá, punhetas a parte, eu tô aqui dando risada sozinha pensando em um hipotético programa televisivo:
Ponto Pó!
dicas sexuais de um garoto metaleiro...

11:22 PM  
Anonymous Anônimo said...

Queria ler a Ode a Onan... li no "Tanto Faz", do reinaldo Moraes, a citação...

9:40 AM  

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